Proteção de dados
O que se sabe sobre o megavazamento de dados revelado em 2021
Caso expôs dúvidas sobre a segurança de dados no Brasil, levou a apuração da ANPD e ganhou novos desdobramentos judiciais noticiados em 2026.
Em janeiro de 2021, a circulação de bases de dados pessoais em fóruns clandestinos colocou o tema da segurança digital no centro do debate público brasileiro.
Naquele mês, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informou que apurava tecnicamente um incidente amplamente noticiado pela mídia. Segundo a nota oficial, informações recebidas do laboratório dfndr, ligado à PSafe, indicavam que o episódio poderia ter afetado aproximadamente 220 milhões de pessoas brasileiras.
A ANPD afirmou ter recebido informações da Serasa e acionado outros órgãos para auxiliar a investigação e a mitigação de riscos. A nota não atribuiu, por si só, a origem definitiva dos dados a uma empresa específica.
O que estava em discussão
Reportagens sobre o episódio descreveram a oferta ilegal de conjuntos de dados com informações cadastrais e financeiras. A dimensão estimada do material, superior à população brasileira daquele período, foi explicada por fontes da época como possível consequência da presença de registros antigos, inativos ou de pessoas já falecidas.
Em fevereiro de 2021, a Experian divulgou que mantinha investigação forense. O grupo declarou não haver evidência de comprometimento de seus sistemas tecnológicos nem de obtenção ilegal de dados de crédito positivos ou negativos a partir da Serasa. O comunicado também registrou que parte do material poderia ter origem em dados de marketing não sensíveis da empresa.
A apuração pública confirmou a relevância do incidente; a origem integral da base e a responsabilidade pelos dados, contudo, permaneceram objeto de debate e de procedimentos distintos.
Atualização: os desdobramentos de 2026
Em janeiro de 2026, reportagens noticiaram o protocolo de uma ação coletiva na Justiça inglesa envolvendo empresas do grupo Experian. A Agência Pública informou que o processo foi apresentado em 9 de janeiro e que a discussão alcança dados de brasileiros expostos em 2021.
No mesmo contexto, a Serasa Experian declarou à imprensa que não havia sido citada na ação mencionada, que não houve invasão de seus sistemas e que não existia evidência de que o suposto vazamento tivesse origem em suas bases. As alegações de todas as partes dependem de exame nos procedimentos em curso; a referência ao caso não confirma exposição individual nem antecipa qualquer resultado judicial.
Cuidados úteis diante de incidentes de dados
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Fontes consultadas
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